quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Com que roupa eu vou?

Bom sinal se...
A escola zela pelo cumprimento das regras e não permite que os alunos descumpram as normas

Sinal de alerta se...
Os alunos vão à aula com roupas de marcas para exibir status ou com trajes inadequados para o ambiente escolar


A discussão sobre o uso do uniforme já foi parar até no ateliê de um renomado estilista paulista que recebeu uma encomenda incomum: criar um uniforme mais fashion para uma tradicional escola de classe alta da cidade de São Paulo. O resultado foi aprovado pelos alunos, que, além de ganhar um visual mais moderno, agora podem optar por três versões do uniforme e variar as combinações.

O uniforme, obrigatório há alguns anos, hoje gera muita polêmica. Uma instituição particular da capital paulista chegou a fazer um plebiscito entre alunos e pais e até abriu um canal de discussão no site da escola para discutir e decidir se seus alunos deveriam adotar uniforme. Dentro da devida importância do assunto – afinal, o foco deve ser a qualidade do ensino –, pode ser um dos itens de observação na escolha de uma escola. Isso porque há prós e contras ao uniforme que têm a ver com a formação do aluno.

Alguns pais e educadores argumentam: o uso do uniforme elimina a competição e neutraliza as diferenças sociais no ambiente acadêmico – quem quiser exibir camiseta de marca, que o faça em casa. Outros acreditam que não adianta tampar o sol com a peneira, a diferença está em toda a parte e é importante para a criança saber lidar com elas desde cedo. Há os que defendem o uso do uniforme por questões econômicas e práticas para família – fica mais barato do que comprar roupas comuns, mais confortável do que tentar convencer a filha de que não deve ir à aula com barriga de fora... Mas também há os que vêem na exigência uma imposição autoritária.

Até mesmo quando a questão está relacionada a aspectos de segurança, há controvérsias. É verdade que a escola tem mais controle sobre os alunos uniformizados, em passeios e viagens. Mas também é preciso pensar que o uniforme pode expor a criança a risco de seqüestro, na medida em que identifica os alunos de colégios de alto padrão.

Por isso, as experiências são as mais diversas. Uma escola paulista, por exemplo, estabeleceu obrigatoriedade do uniforme para os menores e vai flexionando essa regra para os maiores, até chegar à liberação total no nível médio. Uma forma democrática, que tem dado certo para algumas escolas, é adotar flexibilidade nas peças de roupas. O aluno escolhe entre ir de calça jeans ou moleton usando a camiseta com a logomarca da escola.

Diante de tantas possibilidades e modos diferentes de pensar, o mais saudável é conversar com seu filho sobre o assunto. Se for uma criança maior ou um adolescente, reflitam juntos sobre as diversas interpretações do tema. Se for uma criança pequena, deixe claro para ela qual o procedimento adotado pela escola em que vai estudar, para que não seja pega de surpresa. Acima de tudo, respeite a instituição escolhida. Uma vez aceita, a regra da escola deve ser cumprida.


Fonte: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12061
Publicado em 08/09/10 às 08h45

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